segunda-feira, 14 de maio de 2012

Um passarinho na gaiola.

 E eu choro, por que talvez o que eu mais quero, nunca chegará. Eu não peço uma pessoa, um amor, um amigo ou amiga... Eu peço algo até mais difícil: eu peço liberdade. É tão pouco até. Só quero me sentir solta, feliz, quero sentir que eu estou finalmente livre, dos meus problemas, da minha vida, de tudo. Nem que seja só por um dia, eu queria ser livre.
 Eu olho os pássaros voando e só falta ficar com "inveja" tatuado na minha testa. Pra onde eles vão? Para onde querem ir? Será que são felizes? Será que gostam da vista de "lá de cima"?
 Eu queria ser um pássaro, por um dia apenas, para ser livre. Mas se ser pássaro não for pedir de mais, queria mais uma coisa: ser um pássaro pelo mundo. Nem que eu ficasse só um dia em Paris, ou em Londres (como pássaro) ou qualquer parte da Europa na qual parte do meu coração esta. Talvez aqui pelo Brasil, pelo Rio, por São Paulo, talvez. Eu só queria ser livre. Mas isso me parece tão distante, que, pelas circunstâncias, me parece que "não tenho idade para ser livre".
 Será que estou muito jovem para que as coisas dêem certo? Mas não é justo! Não é culpa minha se sou assim, "crescida". Não é culpa minha se mal nasci, e já quero sair por ai me fazendo de independente. Porque talvez lá no fundo, eu até seja, mas preciso de brecha para mostrar. Mas também sou bem criança, das que quando se perde da mãe no shopping só falta chorar. Eu não estou pronta pra ser livre a ponto de ser dona do meu próprio nariz, mas acho que poderia cuidar de meu próprio nariz sozinha por um dia, uma semana, ou até um mês (quem dera). Mas mesmo assim, dependendo de quando eu puder fazer isso (se Deus quiser, o mais rápido possível), talvez eu precise de uma mãozinha. Mas quem não precisa?

domingo, 13 de maio de 2012

Falar sozinha.

 Não que eu me ache melhor que outras pessoas, mas talvez no fundo até sim, eu me acho. Mas isso não é crime, não é mesmo?
 Mas as vezes, acho que estou falando sozinha. As vezes acho que tenho tantas coisas legais para falar, tantos textos bonitos que achei por ai para mostrar... Mas para quem? Mais que isso: eu queria algo permanente. Digamos que eu tenho um blog famoso, onde todos vêem o que eu "tenho a dizer e mostrar" ok, mas quanto mais coisas eu posto, mais coisas ficam para trás. Eu não quero isso. Eu quero algo que fique sempre lá. Como se eu escrevesse um livro, talvez daqui a dois anos eu abrisse esse livro, e la estaria tudo o que escrevi, tudo o que eu achava bonito e até necessário. Mas as vezes acho coisas tão boas, que queria compartilhar com mais que uma ou duas pessoas, gostaria de compartilhar com várias! Mas quem não se sente assim também, não é mesmo?

terça-feira, 8 de maio de 2012

Eu era feliz e nem sabia.

E o que digo para as crianças que hoje sentam a bunda no balanço em que minha bunda já sentou no parquinho do primário la da minha escola: aproveitem.; Aproveitem cada vez que vocês vão colocar a bunda nesses balanços, quantas vezes vocês forem escorregar a bunda no escorrega-bunda, aproveitem.
Aproveitem, porque a vida complica. Complicações grandes e pequenas, mas complica.
 Eu sinto falta dessa parquinho, de brincar ai, eu ia direto para um brinquedo ao fundo que não bati foto. Só de entrar nessa área do primário, eu só falto chorar. Porque aquela parte, la do fundo da escola, é a melhor parte da minha vida. São as minhas melhores memórias, minhas melhores lembranças... Eu queria poder ficar lá pra sempre. Eu era feliz e nem sabia.
 Nem viagens, nem conhecer o mundo, nem ganhar coisas novas, nada nunca será melhor do que aquela época. A mais feliz da minha vida! Digo e repito: A mais feliz da minha vida!
 Se não entendia Peter Pan, hoje em dia entendo muito bem. Minha Terra do Nunca fica bem atras do inferno que enfrento todos os dias. Meu paraíso esta bem atras de mim todas manhãs e so fui la uma vez em 2 anos e meio.
  Mas nada fará aqueles dias voltar, nada. Pois a vida segue, e mesmo que volte nos mesmos lugares, com as mesmas roupas, o sentido da vida é em frente.


Noticias insignificantes.

As pessoas vem me perguntar: você ta bem?. Mesmo ja sabendo a resposta: NÃO, EU NÃO TO BEM. É  obvio, como eu estaria? Será que da pra alguém (adulto) me entender? "Eu te entendo, mas..." MAS É O CARALHO, eu tenho 13 anos, como que se espera que eu entenda uma mulher de 50? E minha mãe ainda espera uma recuperação rápida. Por favor, PELO AMOR DE DEUS, me entende, mulher. Da pra alguém me entender? Da pra eu me sentir bem? Da pra eu pensar em outra coisa? Que merda.