Hoje faz um mês e dois dias que estou morando com meu pai, por circunstâncias nem tão agradáveis. Mas as vezes, temos que fazer as coisas, e quando não fazemos, somos empurrados para fazer; é o nosso dever.
E eu precisava conhecer meu pai, mais, de verdade. E eu conheci, talvez até demais, a ponto de querer ficar com ela até demais. Não deve existir explicação para o que é meu pai e seu conhecimento, principalmente para música. Se quero ouvir um cd de vinil, otimo, tem um toca vinil ali na sala. Quero fazer uma mini festa particular? No "escritório" do papai tem uma caixa de som e um jogo de luz.
Fora a independência que eu sinto e nunca vou saber descrever, eu não sei se me sinto solta, livre, se me sinto sozinha, se me sinto por contra própria ou se me sinto como em um negocio, com meu pai.
A questão é que eu precisava do meu pai, e precisei morar com ele para conhece-lo, compreende-lo, ter paciência, para tê-lo como pai de verdade. E consegui isso, e muito mais.
Eu nunca me senti tão bem, fora os problemas costumeiros, todos os dias da minha vida, todos, quanto durante esse um mês que passei aqui.; Mas a vida não é só flores, pois eu tenho uma mãe mal perdoada e de coração partido que não sabe pensar nos outros em situações como essa. E voltarei eu, para meu cubo chamado apartamento. Presa, engaiolada, sozinha e com todo mundo ao mesmo tempo, entediada, mimada... É por ai.
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