terça-feira, 3 de julho de 2012

para: Paula Pimenta.

Desde ontem que acabei de ler o livro "Fazendo Meu Filme 4" que estou querendo escrever este texto, mais especificamente, escrever este texto para a escritora dessa coleção, a Paula Pimenta.
Queria primeiramente elogia(r?)-la por ter feito livros tão bons, que me prenderam por cada linha, e só me soltaram quando eu cheguei ao fim.
E também queria falar que os livros da Paula me ajudaram de certa forma. Como já esta mais que escrito nesse blog, meu sonho é viajar o mundo, e fazer intercâmbio mais futuramente, e morar fora do Brasil. E ler sobre intercâmbio da Fani, por mais que ele não tenha realmente existido (nossa, encarar isso como 'realidade' é estranho, mesmo sabendo, nunca parei para pensar que a historia de 'Fazendo Meu Filme' de fato não existia) ele teve aspectos reais, porque como a Paula mesmo disse, ela se baseou  no próprio intercâmbio. E ler o intercâmbio de outra pessoa foi bom, para quem também quer fazer.
Outra, é a vida da Fani em Los Angeles. Confesso que até eu que nunca tinha pensado seriamente em querer morar na California no futuro já estou considerando.; Provavelmente meu ex namorado do intercâmbio que um dia vou fazer não vai virar ator e me convidar para morar em Los Angeles (ou qualquer outra parte do mundo) para fazer faculdade lá, mas, independente do modo de como a Fani foi parar em LA, ela FOI PARAR e isso que importa. E isso é como uma expectativa para quem (eu) quer morar fora do Brasil um dia.
Então eu queria agradecer a Paula Pimenta por ter escrito esses livros, os quais eu tanto amei, chorei, ri, fiquei ansiosa para chegar "na parte importante" que estava por vir, e por ai vai. Por ter escrito esses livros que foram mais um incentivo para que eu continue sonhando e chegar aonde eu quero chegar (sim, quatro livros fizeram tudo isso comigo). E pedir para que ela continue escrevendo livros para adolescentes, que dê continuação ao "Minha Vida Fora de Série" que é obvio que eu já li, porque quando vi o nome "Paula Pimenta" na capa não pude não comprar.
E queria agradecer mais uma vez.
É isso.
                              Com amor, 
de mais uma das fãs de  FMF
Vitória Leona

Para: (se um dia ela ler) Paula Pimenta

four years until seventeen, for the best year of my life

Quero fazer intercâmbio de um ano para eu-ainda-não-decidi-onde quando tiver 17 anos, pois quero me formar no exterior. 
Mas as vezes eu acho que não vou aguentar até lá. Imagina: eu, morando um ano em alguma parte deste mundo, conhecendo novas culturas, falando outro idioma, vivendo uma outra vida. Querer mais que isso só morando o resto da vida mesmo.; Mas o problema é que eu tenho 13 anos, faltam 4 anos para chegar aos 17. E fico torturando a mi mesma pensando que vou ter que passar uma vida toda esperando. Mas ai, olhando além do meu drama, eu percebo que não é tanto assim. 
Em outubro deste ano eu farei 14 anos, faltam 3 meses. E ai vai faltar três anos. Ai você (e eu) pensa "nooooosssa mais ta longe, uma vida inteira", verdade. São quase mil dias, imagina. Mas pensando bem, não é tanto tempo assim, não é? 
Ok, não é. Mas minha ansiedade faz parecer uma eternidade. O que fazer com ela? 
Bom, até la, tenho que esperar, e fazer ela esperar junto. 

Toda minha vida descrita em um trecho de um dos melhores livros que eu já li.
"Tudo o que é sólido pode derreter" (nome do livro).

segunda-feira, 2 de julho de 2012

1/∞ dos meus pensamentos


Depois de um dia normal, entediado, apenas dormindo e baixando musicas na internet, as dezoito horas fui a uma apresentação de piano dela. Sentei me sentindo no lugar errado. E então ela entrou, com aquele vestido dela que eu adoro, com seu salto alto preferido e se sentou em frente o piano, parecia meio nervosa, mas que sabia o que estava fazendo, começou a falar: Essa musica não é minha, mas vou contar a uma pessoa que ta sentada bem ali. E bom, era eu quem estava sentado bem ali. Ela começou a tocar, e depois cantou: 


Esqueci minha boca no teu corpo
Pensei que isso te faria meu
Usei de artifícios, gastei Meus truques
Depois, quem escapou fui eu

Não pense que eu não desejei
Não diga que eu não quis
é só que eu me assustei
Ao me ver tão feliz (…) 

E eu a olhava com um sorriso enorme no rosto, pois eu so sabia fazer isso. Ela la, toda desconcertada em cima do palco, provavelmente envergonhada de estar cantando aquela musica para outra pessoa, na frente de tanta gente. Mas continuava linda. E minha. 

Colei os meus olhos no teu mundo
Guardei cada passo teu
Mas eu, Julieta, presa nesse pacto
Você, o meu Romeu

Entenda esse lado bom
Nem tudo é aflição
Ficamos com o sonho
Ao invés da punição (…) 

E acabou. Ela olhou para o publico e sorriu. Parecia realizada, e extremamente feliz. 
E eu, bom, eu estava  sentado na quarta fileira, de mãos dadas comigo mesmo, realizado, e extremamente feliz. 

Luna Pulpo

Se alguém lê (alguém lê?) este blog, gostaria de informar que tenho um blog não sentimental.
O http://lunapulpo.wordpress.com é um blog onde eu falo de moda, musica, filmes, famosos, afins.

Sozinha eu me dou bem.

Eu não gosto de conversas com as pessoas pelo único fato de que elas não me entendem.
Minha mãe não me entende, meu pai não me entende, minha psicóloga não me entende, minha ex cunhada não me entende, não sei se meu cachorro me entende, porque ele não me diz nada, e por ai vai.
Se digo que sou infeliz, a pessoa vem com o discurso de que eu não tenho motivos para ser infeliz porque tudo o que eu quero, eu tenho. Queria ir em Londres e Paris? Fui. Queria um iPhone? Ganhei um. Queria uma câmera Polaroid? Advinha.; Quando digo que quero morrer, as pessoas começam a falar: não fala assim, a vida é tão boa, tu ta tão nova pra querer esse tipo de coisa, tu tem todos teus sonhos e uma vida pela frente. E começam a me olhar como se eu fosse uma suicida prestes a pegar uma faca e cortar os pulsos.
MEUS CAROS, ME ENTENDAM PELO AMOR DE DEUS.
Eu quero morrer? SIM, EU QUERO. Quero bastante, pois eu não sei o que eu estou fazendo aqui.
Quero viver? Sim, eu quero. Eu quero crescer e ir morar no Rio de Janeiro, e me mudar pra Europa ou para os Estados Unidos ou os dois. Quero poder ter um blog bem sucedido, e criar uma loja virtual. Quero que meu cabelo cresça (coisa que ta difícil) e quero ter piercings e tatuagens, e viajar muito, e pintar o cabelo, e isso e aquilo.
Eu quero a morte, sim. Eu quero a vida, sim. Mas quando eu falar que quero morrer, não fiquem desesperados como se fosse um bicho de sete cabeças, porque não é. Eu não vou me matar de uma hora para a outra. Eu aprendi a conviver com meus conflitos vida e morte dentro de mim, mas ninguém entende eles. Ou é 8 ou é 80, mas para mim é 8 e também é 80.

E quando digo que sou infeliz, não estou sendo uma mal agradecida pelos "mils" que a mamãe gastou em passagem, estadia e compras para eu ir realizar meus sonhos, pelas coisas que ela me da, e pelos escambal a quatro. Eu sei o quanto sou infeliz por dentro, por fora, por tudo quando é lado. Mas sei que também sou feliz. Mas não venham me perguntar se eu sou feliz ou infeliz, eu não sei. Mas também (essa vai para minha querida mamãe) não pense que você fez tudo errado a vida inteira, por eu simplesmente soltar um "sou infeliz". Eu me entendo com a minha infelicidade e a felicidade também.

E por isso, e outras. Estou aqui falando essas coisas para sabe Jesus quem lê esse blog, e principalmente, para mim mesma. Porque quem melhor que eu para poder falar essas coisas e nao ser contrariada, ou ter que ficar explicando frase por frase só porque soltei duas simples palavras?







Então, esta é minha vida. E quero que você saiba que sou feliz e triste ao mesmo tempo, e ainda estou tentando entender como posso ser assim.
As vantagens de ser invisível, (Stephen Chbosky).

sábado, 30 de junho de 2012

Something

Um dia antes de viajar para Europa, agora em Janeiro, eu pedi ao meu amigo que me indicasse algumas musicas pra eu poder ouvir no avião, ja que eu teria tempo o suficiente para ouvir as 663 musicas do meu iPod (nem tanto, talvez). Ele me indicou todas as do Never Shout Never (ok né),  "Something" e "Harder Than You Know" do Escape The Fate. Duas musicas lindas que me viciei de cara, e as ouvi. Em casa, no taxi, no aeroporto, no avião, no hotel, na Italia, na Suíça, na França. Ouvi varias musicas, mas com certeza, ouvi pelo menos uma vez no dia eu ouvi essas duas. E hoje, quando escuto principalmente "Something" da um leve aperto no coração, e me lembro de estar dentro do ônibus da excursão entre a Italia e Suíça, olhando pela janela as montanhas com a neve no pico. Olhando a paisagem de "tão, tão distante"... Hoje eu vejo como eu estava longe, e como eu estava feliz, eu estou desde meus 12 anos realizando meu sonho, que só vai acabar no meu ultimo segundo de vida, que é viajar o mundo. Eu já estive em 7 países sem incluir o Brasil, claro. Ja conheci 35 cidades, segundo o TripAdvisor (-q), e tenho todo um mundo pela frente, afinal, tenho 13 anos.
Mas voltando a musica. Eu lembro de acordar cedo, em Roma, e ir pro ônibus toda empacotada por causa do frio. Lembro de estar na Via Del Corso (ah, meu amor), e me lembro do ar francês, não sei se um dia vou descrever o que sinto por Paris, ô amor. E mesmo que na maioria da viagem eu não estivesse ouvindo musica, essa musica me tras toda a lembrança, a sensação da viagem, e com isso, vem a saudade dos solos europeus, e com isso vem a vontade de chorar, E COM ISSO vem a vontade de voltar, e com isso vem a vontade de crescer logo e fazer intercâmbio e morar fora do Brasil, e com isso a ansiedade com um toque de agonia, tenho 13 anos e tenho que no mínimo esperar dez anos.

Outra lembrança que eu tenho, mesmo que nao tenha muito haver com essa musica, é de estar cara a cara, ou cara a ferro, com a Torre Eiffel e dizia para ela, mentalmente "e aqui estamos nos, frente a frente, e você grandiosa e linda como sempre".

Esse coração de gente que escolheu se comprometer com o mundo, não é fácil, meus caros. Mas que vale a pena, vale.