segunda-feira, 2 de julho de 2012

Sozinha eu me dou bem.

Eu não gosto de conversas com as pessoas pelo único fato de que elas não me entendem.
Minha mãe não me entende, meu pai não me entende, minha psicóloga não me entende, minha ex cunhada não me entende, não sei se meu cachorro me entende, porque ele não me diz nada, e por ai vai.
Se digo que sou infeliz, a pessoa vem com o discurso de que eu não tenho motivos para ser infeliz porque tudo o que eu quero, eu tenho. Queria ir em Londres e Paris? Fui. Queria um iPhone? Ganhei um. Queria uma câmera Polaroid? Advinha.; Quando digo que quero morrer, as pessoas começam a falar: não fala assim, a vida é tão boa, tu ta tão nova pra querer esse tipo de coisa, tu tem todos teus sonhos e uma vida pela frente. E começam a me olhar como se eu fosse uma suicida prestes a pegar uma faca e cortar os pulsos.
MEUS CAROS, ME ENTENDAM PELO AMOR DE DEUS.
Eu quero morrer? SIM, EU QUERO. Quero bastante, pois eu não sei o que eu estou fazendo aqui.
Quero viver? Sim, eu quero. Eu quero crescer e ir morar no Rio de Janeiro, e me mudar pra Europa ou para os Estados Unidos ou os dois. Quero poder ter um blog bem sucedido, e criar uma loja virtual. Quero que meu cabelo cresça (coisa que ta difícil) e quero ter piercings e tatuagens, e viajar muito, e pintar o cabelo, e isso e aquilo.
Eu quero a morte, sim. Eu quero a vida, sim. Mas quando eu falar que quero morrer, não fiquem desesperados como se fosse um bicho de sete cabeças, porque não é. Eu não vou me matar de uma hora para a outra. Eu aprendi a conviver com meus conflitos vida e morte dentro de mim, mas ninguém entende eles. Ou é 8 ou é 80, mas para mim é 8 e também é 80.

E quando digo que sou infeliz, não estou sendo uma mal agradecida pelos "mils" que a mamãe gastou em passagem, estadia e compras para eu ir realizar meus sonhos, pelas coisas que ela me da, e pelos escambal a quatro. Eu sei o quanto sou infeliz por dentro, por fora, por tudo quando é lado. Mas sei que também sou feliz. Mas não venham me perguntar se eu sou feliz ou infeliz, eu não sei. Mas também (essa vai para minha querida mamãe) não pense que você fez tudo errado a vida inteira, por eu simplesmente soltar um "sou infeliz". Eu me entendo com a minha infelicidade e a felicidade também.

E por isso, e outras. Estou aqui falando essas coisas para sabe Jesus quem lê esse blog, e principalmente, para mim mesma. Porque quem melhor que eu para poder falar essas coisas e nao ser contrariada, ou ter que ficar explicando frase por frase só porque soltei duas simples palavras?







Então, esta é minha vida. E quero que você saiba que sou feliz e triste ao mesmo tempo, e ainda estou tentando entender como posso ser assim.
As vantagens de ser invisível, (Stephen Chbosky).

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