sábado, 30 de junho de 2012

Something

Um dia antes de viajar para Europa, agora em Janeiro, eu pedi ao meu amigo que me indicasse algumas musicas pra eu poder ouvir no avião, ja que eu teria tempo o suficiente para ouvir as 663 musicas do meu iPod (nem tanto, talvez). Ele me indicou todas as do Never Shout Never (ok né),  "Something" e "Harder Than You Know" do Escape The Fate. Duas musicas lindas que me viciei de cara, e as ouvi. Em casa, no taxi, no aeroporto, no avião, no hotel, na Italia, na Suíça, na França. Ouvi varias musicas, mas com certeza, ouvi pelo menos uma vez no dia eu ouvi essas duas. E hoje, quando escuto principalmente "Something" da um leve aperto no coração, e me lembro de estar dentro do ônibus da excursão entre a Italia e Suíça, olhando pela janela as montanhas com a neve no pico. Olhando a paisagem de "tão, tão distante"... Hoje eu vejo como eu estava longe, e como eu estava feliz, eu estou desde meus 12 anos realizando meu sonho, que só vai acabar no meu ultimo segundo de vida, que é viajar o mundo. Eu já estive em 7 países sem incluir o Brasil, claro. Ja conheci 35 cidades, segundo o TripAdvisor (-q), e tenho todo um mundo pela frente, afinal, tenho 13 anos.
Mas voltando a musica. Eu lembro de acordar cedo, em Roma, e ir pro ônibus toda empacotada por causa do frio. Lembro de estar na Via Del Corso (ah, meu amor), e me lembro do ar francês, não sei se um dia vou descrever o que sinto por Paris, ô amor. E mesmo que na maioria da viagem eu não estivesse ouvindo musica, essa musica me tras toda a lembrança, a sensação da viagem, e com isso, vem a saudade dos solos europeus, e com isso vem a vontade de chorar, E COM ISSO vem a vontade de voltar, e com isso vem a vontade de crescer logo e fazer intercâmbio e morar fora do Brasil, e com isso a ansiedade com um toque de agonia, tenho 13 anos e tenho que no mínimo esperar dez anos.

Outra lembrança que eu tenho, mesmo que nao tenha muito haver com essa musica, é de estar cara a cara, ou cara a ferro, com a Torre Eiffel e dizia para ela, mentalmente "e aqui estamos nos, frente a frente, e você grandiosa e linda como sempre".

Esse coração de gente que escolheu se comprometer com o mundo, não é fácil, meus caros. Mas que vale a pena, vale.



quinta-feira, 28 de junho de 2012

Irmão

Acho que eu sempre gostei do meu irmão, mas depois de um tempo eu gostei menos, pois eu criei na minha cabeça a seguinte conclusão: meu irmão nunca gostou de mim.; é fato que sempre tem aquele negocio de irmãos brigar, um bater no outro, por pura implicância ou espirito malino. Mas eu conclui que meu irmão me batia por ele não gostar de mim, e que me quisesse sofrer, etc. Então eu decidi que me afastaria dele porque a gente sempre brigava, ele sempre colocava a culpa em mim, quando eu era menor e a gente brigava ele me batia, e eu não queria isso como irmão, então eu fiquei longos meses, não sei se foi um ano ou mais sem falar com meu irmão. Hoje em dia a gente se fala normal, mas eu simplesmente acho meu irmão ridículo, acho que na verdade ele é o tipo de pessoa a qual eu odeio. Eu gosto dele, COMO IRMAO, não como pessoa.
Vejo meu irmão, sinceramente, como alguém que se importa só com si mesmo, que vive gastando dinheiro sem nem pensar se é necessário, e achando que é o dono do próprio nariz sendo que ainda mora debaixo do teto da mãe. Que só quer curtir a vida, que já deixou de ser "solidário" a muito tempo. Em outras palavras acho meu irmão um playboyzinho mimado que se mima por si mesmo, e nem se importa em parar pra pensar se ta gastando o dinheiro da nossa mãe aos montes.

Isso é o que eu acho do meu irmão, não quero que venha alguém dizer os meus 738917332 defeitos como irmã/filha porque não é pra isso que eu to falando isso. To falando o que eu acho do meu irmão, e não falando "meu irmão é horrível e eu sou perfeita".

sexta-feira, 22 de junho de 2012

Sou nada, por enquanto.

Aqui, agora, escrevendo com meu MacBook no colo, sentada na cama da minha mãe, em Belém do Pará, norte do Brasil, ninguém deve esperar muita coisa de mim. "Deve ser só uma menina de 13 anos que deve sonhar em ser medica e viajar". Mas eu não sou apenas isso, meus caros, nem de medicina eu gosto.
Talvez nem eu espère muito de mim, talvez sim, mas eu tenho medo de decepcionar a mim mesma. Mas não é disso que eu vou falar, eu vou falar o seguinte:
 Eu posso agora ser pequena, mas não sou bem assim, eu tenho sonhos, eu quero o Rio de Janeiro, eu quero o Estados Unidos e a Europa, e mais que isso: eu vou conseguir. Sim, eu vou. Talvez daqui a 20 OU MENOS anos eu estarei escrevendo de um MacBook sentada na minha cama, na minha casa, talvez no Rio de Janeiro, talvez em alguma cidade dos Estados Unidos, ou algum país da Europa, mas eu lhe garanto: eu estarei.
 Talvez Deus ou qualquer outra força maior tenha me colocado aqui, neste fim de mundo, para que eu possa aprender a ir atras do que eu quero, pra poder sonhar alto, e pior, ir mais alto ainda.
 Não interessa. Eu tenho sonhos, eles me sustentam, eles é quem vão me levar mais alto, e é eles que eu vou realizar, acreditem. Vocês verão.

segunda-feira, 18 de junho de 2012

Acidentes e perguntas da vida.

Eu não queria assisti as duas ultimas aulas de matemática, me aproveitei da minha dor de cabeça e fui no SOESE pedir pra ligar pro meu pai pra ir embora, esperei quase uma hora por ele. Quando ele chegou, por volta do meio-dia, assinou o papel e fomos pro carro no estacionamento. Saindo da escola, lá na porta, estava o aluno do meu pai chorando, porque ele tinha ligado pro pai dele e ele ainda não tinha chegado. Papai pediu o numero do pai dele e ligou, não atendeu. Pediu o da casa do menino e atenderam, avisaram que o pai dele já tinha ligado e estava indo, ok. Seguimos ate o retorno, quando o sinal abriu meu pai ia atravessando pro outro lado da avenida e um carro nos bateu. A mulher havia ultrapassado o sinal, alegando que achou que estava vermelho. Bati minha cabeça de leve e meu pai o ombro e a cabeça. O carro amassou a porta traseira do lado do motorista e a roda entortou. Estamos bem, os amigos professores do meu pai que estavam indo embora pararam lá pra ficar ajudando, esperando, etc, minha mãe chegou, uma ambulância foi lá pois meu pai estava com o ombro doendo, e eles estão ate agora lá esperando a perícia que nunca chega.
 A questão é: e se eu tivesse ficado pra assistir a aula? E se meio pai chegasse mais cedo ou ele não tivesse parado pra ajudar o aluno dele? Eu estaria aqui em casa bem, o carro do meu pai do jeito que sempre foi, e meu pai dando aula na outra escola dele agora?!
Essas são as perguntas que so um mundo alem do nosso pode me responder, um mundo que ta longe da compreensão de qualquer ser humano, inclusive eu.
 É engraçado como as coisas acontece, um segundo, um minuto, uma hora, e nada teria acontecido. Mas por que tinha que acontecer? Qual o motivo? Será que se não tivesse acontecido naquela hora, poderia acontecer algo pior depois?
 Talvez uma coisa ruim adie ou faça sumir outras quinhentas. Mas agora, as ultimas perguntas: por que isso aconteceu? Uma força maior queria isso? Algo para se tirar uma lição? Algo para dar uma mexidinha básica  na rotina?
 Se tem uma coisa, que se eu posso, eu peço a Deus ou qualquer outra força superior que possa me fazer o mesmo, é que um dia, no ultimo dia da minha vida, ou após a minha morte, eu tenha todas as minhas perguntas respondidas. Que sacie todas essas perguntas que eu venho me fazendo e vou me fazer por toda essa vida.

sexta-feira, 1 de junho de 2012

Question.


Papai.

Hoje faz um mês e dois dias que estou morando com meu pai, por circunstâncias nem tão agradáveis. Mas as vezes, temos que fazer as coisas, e quando não fazemos, somos empurrados para fazer; é o nosso dever.
E eu precisava conhecer meu pai, mais, de verdade. E eu conheci, talvez até demais, a ponto de querer ficar com ela até demais. Não deve existir explicação para o que é meu pai e seu conhecimento, principalmente para música. Se quero ouvir um cd de vinil, otimo, tem um toca vinil ali na sala. Quero fazer uma mini festa particular? No "escritório" do papai tem uma caixa de som e um jogo de luz.
Fora a independência que eu sinto e nunca vou saber descrever, eu não sei se me sinto solta, livre, se me sinto sozinha, se me sinto por contra própria ou se me sinto como em um negocio, com meu pai.
A questão é que eu precisava do meu pai, e precisei morar com ele para conhece-lo, compreende-lo, ter paciência, para tê-lo como pai de verdade. E consegui isso, e muito mais.
Eu nunca me senti tão bem, fora os problemas costumeiros, todos os dias da minha vida, todos, quanto durante esse um mês que passei aqui.; Mas a vida não é só flores, pois eu tenho uma mãe mal perdoada e de coração partido que não sabe pensar nos outros em situações como essa. E voltarei eu, para meu cubo chamado apartamento. Presa, engaiolada, sozinha e com todo mundo ao mesmo tempo, entediada, mimada... É por ai.